terça-feira, 31 de março de 2009

Eu te amo

Tom Jobim - Chico Buarque
1980

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios


Só agora eu entendi o comentário do Carreira.
Ainda é tempo de amar e não romper com o mundo.
Eu espero.

quarta-feira, 25 de março de 2009

inconpreensível

Hoje,sou capaz de gostar das músicas mais ridículas.

terça-feira, 24 de março de 2009

"Tava na esquina,fumando um baseado,chegou a polícia e me levou pro delegado"

Depois de um dia deliciosamente atarefado.Chego na pensão,respondo um mail ,recebo uma ligação e saio para a padaria mais próxima.Eu estava faminta!
No caminho, vejo várias crianças brincando e pessoas chegando em casa depois de um dia de muito trabalho.Fui descendo a rua de paralelepípedo,algo rotineiro.A padaria ,bem ruim por sinal,fica na primeira esquina.De longe escuto uma gritaria,reconheci logo,vinha da casa em frente a padaria.Era como se uma nuvem de felicidade estivesse naquele quintal.
Entrei,fiz as perguntas básicas.
- Oi,esse salgado é de hoje?
-Sim,de hoje.
-É de frango?
-Uhum.
-Eu quero um,pra comer aqui.
-Esse?
-Uhum.
-Quero maionese.
-Aqui está,obrigada.
Antes do meu agradecimento,vejo um pai e seu filho( uns 12 anos provavelmente) sentados bem no centro da padaria,tomando uma cerveja.Não tive reação,apenas olhei com muita mágoa para aquele indivíduo.Fui saindo..Escolhi uma mesa do lado de fora.Sentei e voltei a escutar os gritos e risadas da casa da frente.
Era lindo! Ele tocava Raul para duas crianças.Que jogavam bola,brincavam no balanço de corda,corriam do cachorro.E aquele pai,cantava! Mais cantava com um prazer sobrenatural,como se aquele fosse o melhor público do mundo.
Eu não parava de olhar,e ele percebeu.Se aproximou do muro,me olhou por cima dos óculos.Desviei o olhar.Minha vontade era aplaudir! Não só a musica mas o conjunto.Aquele pai barbudo deve ser o máximo!Eles cantavam :
“Sou vampiro doidão
quero morrer
todo peladão

A princesa Isabel,
que se amarra num negão
fumou um baseado e aboliu a escravidão.”
Depois de invadir aquele mundo.Voltei para o meu.Pedi a conta e voltei para a pensão.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Mais uma tentativa de me adaptar a esse blog. (e a vida.)

Sinto dificuldade de me sentir em casa, na minha própria casa. Imagine então em outra casa. Uma espécie de intercâmbio. Dentro de uma cidade com 84 mil habitantes, uma cidade onde as pessoas são muito parecidas, não vejo muçulmanos, árabes, gringos, japoneses... Uma cidade que vive a hora do almoço. Ao 12h00min todos vão para suas casas e voltam a trabalhar apenas as 14h00 horas. Um lugar que os pais ainda levam seus filhos para escola, almoçam na casa da mãe aos domingos, saem para tomar sorvete e passear na praça. Um lugar que poderia ser perfeito, não fosse a minha inquietação constante. Uma cidade onde não existe cerca elétrica!Era pra ser perfeito, ou ao menos bom.
Estudei muito pra entrar nessa universidade pública. Imaginei uma vida muito diferente, uma vida muito idealizada. Briguei com as pessoas que não queriam me deixar sonhar. Agora estou aqui!Realizando um sonho que eu criei. Mas no sonho ela era muito mais colorida e musicada.
Tenho vontade de parar tudo e sumir e desaparecer e gritar e chorar e viajar pra bem longe. Ufa!Ao menos ainda tenho essa vontade. Mas não vou fazer isso! Vou viver mais esse ano, na esperança de adaptar a cidade, ao curso e a mim. Não vou largar tudo agora porque não tenho coragem.
Enquanto não me adapto, quero pedir a paciência dos meus pais. São muitas mudanças e eu já mudei.