terça-feira, 3 de novembro de 2009

É da barata que eu gosto!

Pintei as unhas de verde e prometi usar protetor esse verão.
Fui até uma loja de calçados pra procurar um chinelo, dei uma olhada nos ipanemas, alguma marca capeta e caí nas havaianas. Sempre tive vontade de comprar aquela clássica, branca e azul de pedreiro.AAh, mas aquela havaiana me trouxe algumas lembranças, em um primeiro momento de uma menina linda que morou na mesma pensão que eu em Curitiba.Enquanto eu escolhia o chinelo,me lembrei de outras coisas,e acabei deixando. Na saída a vendedora me pergunto, simpática por sinal, “ não encontrou o que queria?” e eu respondi “ não..” acompanhado de um sorriso amarelo de quem acabava de descobrir alguma coisa.
Então passei em uma lan pra pegar meu computador e na volta resolvi insistir.Entrei em outra loja, dessa vez procurei as havaianas mais na moda , aquelas maravilhosas que todo mundo usa e depois joga fora no final do verão.NOSSA, eu estava disposta a comprar, eram bonitinhas, fáceis de combinar, eu não precisaria justificar nem ouvir comentários sobre o que eu usava.Mas fui ver o preço,estavam de brincadeira, TRINTA reais. Simplesmente larguei.
Voltando para casa, recebi um telefonema, fui simpática e agradável embora o calor estivesse terrível,ardente,sufocante eu pingava!Mas eu estava feliz, as coisas estava aparentemente bem.Por um dia eu me bastei.Deve ser o calor que me faz assim.
Eu ainda tenho vontade de ter aquela havaiana azul e branca.Aquela de “ pobre” tem uma história, uma força, uma garra, até um carinho e um amor. Já as da moda são passageiras.
já tenho minha havaiana, ela ta desgastada, machucada.Mas sabe de uma coisa, dá pra virar do outro lado e continuar a usar,mas ela deve ser boa e não arrebentar. Ou eu posso trocá-la por uma da moda, ou pior encontrar uma nova azul e branca...Estou em dúvida,vou dar uma volta.

Um comentário:

  1. Felicidade, necessidade, vaidade, sanidade, sociedade! Viva a comodidade.

    Gostei, Levea.

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